Tenho saudades, quando olho o mar
Das coisas que, dissemos
Foram as que, jamais escutei
Que sempre hei de guardar.
Dos dias frios, o seu corpo
E dos verões o beijo além do rosto
E quando a chuva caía...
A solidão tinha seu próprio desgosto.
É quando contemplo o mar
É que me dá saudades de sonhar
Minutos eternos, horas em ventos...
Aquele beijo e a sentença marcada no peito.
Eu nem sei o que dizer frente ao mar
Senão olhar, lembrar e chorar
Em tempos de felicidade eu era o mar
E tu o sol a cobrir-me de prazer sabendo amar
O meu corpo tem saudades do seu
Olhando o mar eu contemplo o que já morreu
Sei de tudo isso, mas não sei como aconteceu
De virar-te à esquina, sair em silêncio e esquecer...
O amor que a mim um dia,
Prometeu.
Eu sinto é saudades ao mar
Do mar que era o nosso amor
E das coisas que somente em mim
Um dia realmente aconteceu.
Então contemplo a vida e lanço um beijo
Pra aquele momento que eu, você e a felicidade
Andou em meio às areias da vida em gracejos
Que o tempo não sei como, levou o que o amor nos deu
Quando eu abrigava em mim
O mar que só em meu peito
Um dia o amor
Acolheu...
Czar D’alma
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